O Alouatta estava fora do ar há muito tempo, mais tempo do que a gente gostaria, mas voltamos. E para essa volta pensamos em um primeiro post pertinente. Música! A ideia é que essa lista registre um pouco do que aconteceu enquanto estivemos ausentes e o que estivemos ouvindo durante esse tempo. E aqui está ela, a maior lista que este site já fez, e como sempre, tem de tudo. Lhes apresentando também nosso perfil de playlists no spotify, novos posts, novas playlists, sigam o perfil do Aloutta no spotify. Muita coisa boa virá. O macaco voltou!

1 – Wizende Tree – “Give the Rain

Abrindo a lista uma banda do quintal de casa, provavelmente a primeira aqui da redondeza sobra a qual falamos no Alouatta, muitas outras virão. A música foi lançada como single e também faz parte do mais recente registro da banda. O forte e sugestivo Rock n Roll from Tocantins (2019, Independente).

2 – Alter Bridge – “Watch Your Words”

Com passagem recente pelo Brasil, o Alter Bridge fez muito barulho por aqui. “Watch Your Words” vem do espetacular One Day Remais (2004, Wind-Up Records). Grande disco de uma grande banda.

3 – Raphael Saadiq – “Day Dreams”

“Day Dreams” vêm do poderoso e indicado ao grammy na categoria melhor disco de R&B, The Way I See It (2008, Columbia Records).

4 – Selvagens a Procura de Lei – “Enquanto Eu Passar Na Sua Rua”

O talento já comprovado do quarteto cearense se mostra novamente com o fora de série Selvagens a Procura de Lei (2013, Universal) um disco forte, que diz muito ao ouvinte, de letras lindas, harmônico e de impressionantes composições. É de onde vem “Enquanto Eu Passar Na Sua Rua”.

5 – Skank – “Do Mesmo Jeito”

O Skank com certeza modificou seu jeito de fazer música durante os anos, aquele ska quase “Paralamico” se diluiu em composições com uma pegada mais pop. Veloica (2014, Sony Music) um dos registros mais recentes dos mineiros nos presenteou com faixas excelentes como “Do Mesmo Jeito”.

6 – Queen – “I Want It All”

De uma banda que para sempre será uma das maiores da história, do Freddy, o maior vocal da história do rock até hoje. Destaque para o impressionante baixo nessa faixa. A rainha é gigante!

7 – Killswitch Engade – “The Hell in me”

Mais impressionante faixa daquele que é o mais impressionante disco do Killswitch, o Disarm The Descent (2007, Roadrunner Records). Abre com muito vigor um registro que é pé na porta do começo ao fim. Sintam o “hell” nessa faixa.

8 – Killer Be Killed – “Wings of Feather and Wax”

Algumas coisas você coloca numa “lista para ouvir depois”, mas acaba nunca ouvindo, e as vezes se surpreende com algumas coisas que vem dessa lista, quando enfim, as ouve. Foi assim com o Killer be Killed, que maravilhosa surpresa. Guitarras poderosas de uma banda igualmente poderosa.

9 – Tremonti – “Cauterize”

Acima nós listamos o Alter Bridge e aqui está o Tremonti, duas bandas do fenômeno Mark Tremonti. E as duas são infinitamente melhores que sua antiga banda, o Creed. O Tremonti havia lançado seu disco de estreia em 2012, o All I Was (2012, FRET12 Records) e manteve o alto nível em 2016 com o lançamento do Cauterize (FRET12 Records). Vida longa a esse espetáculo de banda, e muita saúde a Mark Tremonti e cia.

10 – Giovani Cidreira – “Movimento da Espada”

Giovani foi uma das mais agradáveis surpresas do nosso 2017, e já é um dos mais promissores nomes da nova musica brasileira, ele é impressionante. “Movimento da Espada” é só um dos exemplos, uma das preciosidades do lindo, experimental e fora do comum Japanese Food (Balaclava Records/Natura Musical) disco de estreia da carreira solo do baiano e um dos maiores registros de MPB desse século.

11 – MOTIM – “Bala Perdida”

Mais um do rap nacional de alta qualidade. O Movimento Organizado Terrorista Ideológico Marginal (MOTIM) lançou em 2014 de forma independente uma Mixtape. Dezessete faixas e um ótimo registro. Entre várias hits que compõe o disco está “Bala Perdida”, que conta com a participação Rodrigo Ogi, o cronista.

“Passarinho vacilou no fio, é estilingue”.

12 – Tribo Brasil – “Fim”

Samba! Samba do jeito que a gente gosta. Uma das nossas mais divertidas descobertas musicais dos últimos anos foi essa banda gaúcha que faz um som delicioso. Em seu único registro existente, o Peixe Que Já Não Há (2014, Independente) fazem um som maravilhoso, musicalidade brasileira pura e um bom samba de altíssima qualidade. “Fim”.

13 – Biting Elbows – “Bad Motherfucker”

Uma banda russa que canta em inglês, nossa banda russa preferida. Dona de um dos videoclipes musicais mais geniais dos últimos tempos, feito em primeira pessoa, com efeitos visuais espetaculares, quase uma sequência de algum 007. O clipe é da música “Bad Motherfucker” que foi lançado em forma de single em 2013 e faz jus ao clipe genial, bela e acelerada canção de uma banda promissora. Somos todos bads motherfuckers.

14 – Slayer – “Altar of Sacrifice”

O Reing in Blood (1986, American Recordings) é sem dúvidas o nosso disco preferido do Slayer, uma monstruosidade para quem é fã do gênero. Entre várias maravilhas, temos na quarta faixa o destaque, “Altar of Sacrifice” se faz com guitarras pesadas, bateria rítmica e igualmente pesada, e o vocal característico em uma faixa frenética. No fim, o instrumental dela se conecta perfeitamente com a faixa seguinte “Jesus Saves”, genial.

15 – Rationale – “Prodigal Son”

Um músico do Zimbábue radicado em Londres alcançando seu ápice como musico, criando e fazendo algo de muita qualidade. É o que acontece com o Rationale no seu impecável disco homônimo lançado em 2017. “Prodigal Son” é um dos absurdos presentes no registro.

16 – Megadeth – “The Threat is Real”

Lançado no começo do ano de 2016, o disco foi o primeiro absurdo do rock mundial naquele ano. Dystopia (Tradecraft) prometia barulho, e assim o fez. E que barulho qualificado. Entre outras maravilhas aqui está aquela que encerra o disco, “The Threat is Real”.

17 – InventáRio – “Esteira”

O disco da InventáRio, o Impulso (2015, Independente) é uma pequena maravilha, nove faixas, 27 minutos e um belo registro. Uma banda que carrega influências de rock nacional dos anos 80 e 90, cheia de originalidade e que soa muito atual. Vocal afiado, linhas de guitarra impecáveis, e mais uma promessa de qualidade.

18 – Nina Simone – “Feeling Good”

Hino de Nina. De uma das maiores intérpretes da história da música. “Feeling Good” vem originalmente do belo disco I Put Spel on You (1965, Philips Records) do distante ano de 1965, de 54 anos atrás, e é impressionante como ele permanece contemporâneo, de onde também vem a faixa título, que muitos podem conhecer na versão do Creedence.

19 – Ventre – “Quente”

As duas primeiras faixas do disco homônimo da banda são maravilhosas, “Bailarina” e “Quente”, abrem um grande registro e demonstram de cara a qualidade do trio carioca. Que grande banda. Quente!

20 – The Gaslight Anthem – “Stay Vicius”

O The Gaslight é sem dúvidas uma das bandas internacionais mais ouvidas por aqui nos últimos anos, especialmente a maravilha de disco chamado Handwritten (2012, Mercury Records) disco impecável. Felizmente o quinteto americano não baixou o nível no lançamento seguinte, o Get Hurt (2014, Island Records). “Stay Vicius” é nossa preferida do disco.

21 – Hellbenders – “No Thinking”

Maior nome do stoner nacional. A afirmação é de grande risco porque nesse Brasil o que tem de banda de stoner não é pouca coisa. E muita gente boa. Mas sim, o Hellbenders é nossa preferida no gênero. O Brand New Fear (2013, Independente) é o penúltimo registro dos caras, e que discão! Com algumas músicas já lançadas anteriormente pela banda e algumas novas, uma pedrada atrás da outra. É de onde vem “No Thinking”.

22 – Mocho Diablo – “Me And The Devil Walking Side By Side”

O título da música fala muito sobre o que ela é. As distorções mais “diabólicas” que você ouvirá no dia de hoje acompanhadas de belas linhas de baixo e impecáveis viradas, além de um vocal que só poderia ser esse mesmo. Vem do mais recente trabalho dos caras, o disco Monochrome (2015, Independente). Mocho Diablo é o nome de uma coruja muito encontrada no cerrado brasileiro.

23 – Far From Alaska – “Pizza”

O Far From Alaska lançou em 2017 um dos melhores discos nacionais do país, sem dúvidas o melhor da banda, o Unlikely (ELEMESS). “Pizza” entra na lista representando o que é esse disco, cheio de outros hits, um disco inteiro de hits na verdade, uma maravilha.

24 – John Frusciante – “Crowded”

O eterno guitarrista do Red Hot lançou em 2014 o Enclosure (Record Collection) algo que só mesmo sabendo que é um trabalho solo do John e ouvindo para se conseguir explicar. Progressivo, alternativo, ótimo. John Frusciante fazendo música.

25 – Holger – “Café Preto”

Por aqui tendemos a tratar “Café Preto” como um hino para esse site. O clipe da música é um espetáculo, que remete ao clipe de “You Only Live Once”, do Strokes. O Holger é uma maravilha e “Café Preto” também.

26 – Trivium – “The Wretchedness Inside”

Uma das músicas mais pesadas do poderoso último álbum da Trivium. Bela música de heavy metal com um vocal excepcional. Bela faixa, grande disco. Foi assim que a Trivium voltou com tudo.

27 – The Bright Light Social Hour – “Back and Forth”

União dos elementos propostos harmonicamente com grande qualidade, esse é o The Bright Light. A impressão que se tem é de um super grupo transportado dos anos 70 com músicas compostas nos 90 com energia e velocidade contemporâneas. E assim o fazem, harmonicamente impecáveis. “Back and Forth” é talvez a mais poderosa faixa do belo homônimo da banda, e se destaca ainda mais se o disco estiver sendo ouvido e não apenas a faixa isoladamente, as guitarras na entrada do refrão são geniais.

28 – Camarones Orquestra Guitarristica – “Rytmus Alucynantis” (ao vivo no Costella)

Em 2015 o Camarones lançou o disco Rytmus Alucynantis (2015, DoSol) contendo a faixa título, pedrada “Camaronística” de sempre. No mesmo ano lançaram o EP Elefante (DoSol) contendo seis faixas, sendo a sexta “Rytmus Alucynantis” em sua versão ao vivo gravada no Costella estúdio.

29 – Arctic Monkeys – “Fake Tales of San Francisco”

Terceira faixa do que ainda é o maior registro dos Monkeys, o frenético e maravilhoso Whatever People Say I am That’s What I am Not (2005, Domino Records).

30 – Cattarse – “Mr. Grimm”

A maior dificuldade em colocar “Mr. Grimm” na lista foi ter que seleciona-la entre todas as impecáveis e poderosas faixas do inacreditável Black Water (2016, The Southern Crown) fácil um dos melhores discos de 2016 no Brasil.

31 – AC/DC – “Play Ball”

Numa lista assim tão imensa não poderia faltar uma deles. Provavelmente é o maior hit do último álbum da banda, o Rock or Bust (2014, Columbia). “Let’s Play Ball!”

RIP Malcom

32 – Marcelo D2 –“ Minha Missão”

“A vida é simples, simples, quem complica é a gente”.

“Na vida corre aquele sangue skastista, se caiu levanto, levanto, levanto, levanto, tento de novo até acertar”.

“Se tá ruim pode melhorar, se não melhorar, fod*-se!”

33 – Red Hot Chili Peppers – “Long Progression”

Em 2011, os Peppers lançaram o I’m Whit You (2011, Warner Bros. Rercords). Digamos que não foi um dos mais sensacionais da banda, bem aceito pelo público em geral, mas não tão bem visto assim pela crítica, o primeiro trabalho depois da fase “limpa” de Kieds. Dois anos depois eles lançaram o I’m Beside You (2013, Warner Bros. Rercords). Uma edição limitada de duplo vinil LP. São dezessete faixas inéditas, b-sides, gravadas durante a turnê do I’m Whit You, e um registro especial, para muitos inclusive, melhor que o I’m Whit You. Algumas muitas faixas a se destacar, mas principalmente “Open/Close”, última faixa do LP onde Kieds conta uma de suas “historinhas sórdidas” de uma das passagens da banda pelo Brasil, e lógico, “Long Progression”, um surf music feito para o Frusciante com o aditivo Flea, beleza de faixa.

34 – The Killers – “Mr. Brightside”

Provavelmente a primeira década do século foi tão produtiva para o indie rock mundial que a fonte praticamente secou (ou não). Dentro dessa espécie de era de ouro alguns objetos de alta qualidade como “Mr. Brightside”.

35 – The Temperance Movement – “Ain’t No Telling”

Um blues rock genial vindo da Escócia, blues e hard, com pitadas de rockabilly e uma pitada sútil de country, alto nível. A banda surgiu em 2011 no interior do país, possuem um EP e dois álbuns de estúdio, entre eles o espetacular homônimo (2013, Earache) de onde vem “Ain’t No Telling”, segunda e maravilhosa faixa do disco.

36 – Graveola feat. Samuel Rosa – “Talismã”

Antes Graveola e o lixo polifônico, hoje só Graveola. O nome mudou mas a qualidade da banda não. Uma das grandes bandas brasileiras cantando música brasileira no momento. Aqui, junto com outro mineiro, Samuel Rosa, exalando latinidade na excelente “Talismã”.

“Sou o sal desse biquíni

Gota d’água a escorregar

Carne de cupuaçu

Uma canção de Caymmi

Pela voz do pescador

A baiana da Gamboa

Fuzarqueira e toda prosa

Esturricada de sol.”

37 – Supercombo – “Jovem”

Um dos grandes momentos do maduro e mais qualificado disco da Supercombo, Rogério (2016, ELEMESS). Disco feliz, passivo e que nos faz refletir sobre o cotidiano padrão moderno.

38 – Royal Blood – “Lights Out”

O Royal Blood é composto pela dupla que mais faz barulho no mundo da música desde que apareceram para o grande público. Afirmação sustentada mais uma vez pelo poderoso e mais recente disco da banda o poderoso How Did We Get So Dark (2017, Warner Bros. Records) de onde vem a ótima “Lights Out”, um dos singles do disco.

39 – André Prando – “Linha Torta”

“Linha Torta” é um dos tantos bons momentos do excelente Estranho Sutil (2015, Independente). Audição mais do que válida.

40 – Mangô – “King Makoon”

Eat Mango! Banda de um excelente post reggae latino vindo de Santo André, mais um talento absurdo do instrumental nacional.

41 – Violins – “Morte da Chuva”

Uma das muitas que enriquecem a sensacional cena goiana, “Goiânia rock city”, terra de preciosidades como o Violins. Nem a chuva e muito menos o Violins morreram. Uma das bandas mais poéticas desse país, que fazem poesia com um instrumental afiado e aqui, em “Morte da Chuva”, com algumas viradas muito bonitas, receita infalível. Vale a pena conferir todo o disco, Greve das Navalhas (2010, Monstro Records).

42 – Medulla – “Abraço”

Ouçam, meditem, transcendam.

43 – Baiana System e Titica feat. Margareth Menezes – “Capim Guiné” 

Daquela que talvez seja a maior banda brasileira da atualidade com as luxuosas participações de Titica e de Margareth. Dá-lhe Baiana!

44 – Vivendo do Ócio – “Não Te Digo Nada”

Uma das melhores faixas de um dos melhores discos brazucas de 2016, mais uma genialidade e prova do talento dos soteropolitanos da Vivendo do Ócio. Atenção para a belíssima linha de baixo.

45 – Maguerbes – “Obrigado Vida”

Nós que agradecemos por ter o Maguerbes há tanto tempo na cena do hardcore nacional com tanta qualidade. “Obrigado Vida” é o ápice do assombroso Futuro (2015, Independente).

46 – Johnny Hooker – “Flutua”

De um dos grandes músicos brasileiro dessa nova geração, ele é fora de série. Assim como é fora de série o poderoso hit “Flutua”. No dia de Natal de 2017 o clipe da música foi lançado, tão poderoso quanto a faixa.

47 – Hateen – “Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui”

O Hateen lançou em 2016 o seu último disco, o ótimo Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui (Hearts Bleed Blues). Depois de intermináveis cinco anos após seu último lançamento a banda finalmente voltou e não decepciona. “Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui” abre o discão em alto nível.

48 – Criolo – “Ainda Há Tempo”

Criolo é um monstro, um dos maiores músicos brasileiros na atualidade, lançou em 2016 o disco Ainda Há Tempo (2016, Oloko) repaginado em comemoração aos 10 anos do lançamento oficial, onde “Ainda Há Tempo”, a canção, faz o encerramento dos trabalhos.

49 –  Guns’n Roses – “Prostitute”

“Oooooooh I got a message for you”: Voltamos!

50 – Red Hot Chili Peppers – “Dark Necessities”

“Dark Necesseties” é a segunda faixa do mais recente disco dos Peppers, o The Getaway (2016, Warner Bros. Records). Peppers soando diferente, mas soando como Peppers.